ZEUS E HERA

EM BREVE...
Astrologia Mitológica - Zeus e Hera - Sagitário, Libra e Touro ...

Só Zeus, o pai do Céu, podia controlar o raio. Era com a ameaça do seu lampejo fatal que controlava sua família briguenta e rebelde do monte Olimpo. Ele também ordenava os corpos celestes, compunha leis, fazia cumprir juramentos e pronunciava oráculos. Quando sua mãe, Reia, prevendo os problemas que sua lascívia viria a causar, proibiu-o de se casar, ele, furioso, ameaçou violá-la. Apesar de ela imediatamente ter-se transformado numa serpente apavorante, Zeus não se deixou intimidar, transformando-se, por sua vez, numa serpente macho que, enrolando-se nela num nó indissolúvel, cumpriu a ameaça. Foi então que começou sua longa série de aventuras amorosas. Ele gerou as Estações e as três Parcas com Têmis; as Cárites (Graças, entre os romanos) com Eurínome; as três musas com Mnemósine, com quem partilhou o leito por nove noites; e também, diz-se, Perséfone (Prosérpina, entre os romanos), a rainha do mundo subterrâneo, com a qual seu irmão Hades casou-se à força, na presença da ninfa Estige. Portanto, não lhe faltava poder acima ou abaixo da Terra, e sua mulher, Hera, estava em pé de igualdade com ele apenas num ponto: ela podia conceder o dom da profecia a qualquer homem ou animal que desejasse.

Zeus e Hera brigavam constantemente. Irritada com suas infidelidades, ela o humilhava frequentemente com suas maquinações. Embora acostumado a revelar-lhe seus segredos e, por vezes, aceitar seus conselhos, Zeus jamais confiou totalmente na esposa. Hera sabia que, caso uma ofensa ultrapassasse um certo limite, ele poderia açoitá-la, ou mesmo arremessar-lhe um raio. Ela se limitava, portanto, a intrigas inescrupulosas, como no caso do nascimento de Hércules (Héracles), e, às vezes, tomava emprestada a cinta de Afrodite, a fim de excitar a paixão do marido e, assim, aplacar sua fúria. Ele agora alegava ser o filho primogênito de Cronos.

Num determinado momento, o orgulho e a petulância de Zeus se tornaram tão intoleráveis que Hera, Poseidon, Apolo e todos os outros deuses, à exceção de Héstia, cercaram-no rapidamente enquanto dormia em seu leito e o amarraram em correias de couro cru com uma centena de nós, que o impediam de se mover. Zeus os ameaçou com morte instantânea, mas, como eles haviam colocado o raio fora de seu alcance, insultaram-no com escárnio. Enquanto celebravam a vitória e discutiam ciosamente sobre quem seria o sucessor, Tétis, a Nereida, prevendo uma guerra civil no Olimpo, apressou-se em buscar o hecatônquiro Briareu, que prontamente desfez os nós, utilizando suas cem mãos ao mesmo tempo, e libertou seu amo. Por ter sido Hera quem liderara a conspiração, Zeus a pendurou no céu com um bracelete dourado em cada pulso e uma bigorna amarrada a cada tornozelo. As outras divindades ficaram profundamente contrariadas, mas não ousaram tentar resgatá-la, apesar de seus comoventes clamores. Finalmente, Zeus comprometeu-se a libertá-la mediante o juramento de que nunca mais se rebelariam contra ele. E foi o que, com relutância, cada uma das partes fez. Zeus puniu Poseidon e Apolo, mandando-os como escravos ao rei Laomedonte, para trabalhar na construção da cidade de Troia, mas perdoou os outros, por considerar que eles tinham agido sob coação.


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